quinta-feira, 23 de maio de 2013

Evaldo Amaral


Foi prefeito de Curitibanos de 17 de junho de 1956 a 13 de janeiro de 1959 - Filho de Eduardo do Amaral e de Luísa Amaral. Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 4ª legislatura (1959 – 1963), na 6ª legislatura (1967 — 1971), na 7ª legislatura (1971 — 1975). Foi deputado à Câmara dos Deputados na 46ª legislatura (1979 — 1983).

Fonte: PIAZZA, Walter: Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1985.

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Evaldo Amaral nasceu em Lajes (SC), no dia 9 de julho de 1924, filho de Eduardo P. Amaral e de Luísa F. Amaral.
Bancário desde 1942, em outubro de 1954 elegeu-se vereador em Curitibanos (SC) na legenda da União Democrática Nacional (UDN), tomando posse em fevereiro do ano seguinte. Dois anos depois, deixou a Câmara para assumir a prefeitura municipal, onde permaneceu até 1958. Membro do Rotary Clube de Curitibanos, sócio e diretor do Cine Teatro Monte Castelo, Sócio e depois proprietário da Rádio Coroado AM, sócio e diretor da Força e Luz Curitibanense, sócio da Hidroelétrica Salto Pery. Em outubro desse ano, sempre na legenda da UDN, elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Assumiu sua cadeira em fevereiro de 1959 e, finda a legislatura, em 1963, dedicou-se à administração de empresas no setor madeireiro.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), legenda de apoio ao regime militar instaurado no país em 1964, e retornou à disputa eleitoral, candidatando-se mais uma vez a deputado estadual no pleito de outubro de 1966. Assumiu o mandato em fevereiro de 1967 e exerceu a vice-presidência da Assembléia em 1970-1971. Reeleito em outubro 1970, presidiu as comissões de Educação e Saúde e de Ciência e Tecnologia, e foi vice-presidente da Comissão de Orçamento e Contas do Estado. Líder do governo entre 1972 e 1973, licenciou-se para assumir a secretaria estadual de Administração durante o governo de Colombo Sales (1971-1975), permanecendo no cargo de 1973 a1974. Nas eleições de novembro desse ano, sempre na legenda da Arena, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, obtendo uma suplência. Em 1975, no início do governo de Antônio Carlos Konder Reis (1975-1979), foi nomeado vice-presidente do Banco do Estado de Santa Catarina, função que exerceria até 1977. Em novembro de 1976, disputou a prefeitura de Lajes, sendo derrotado pelo candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Dirceu Carneiro.
Em novembro de 1978 voltou a candidatar-se a deputado federal, conseguindo dessa vez eleger-se. Empossado em fevereiro de 1979, presidiu a Comissão de Educação e Cultura e integrou as comissões de Economia, Indústria e Comércio, e de Agricultura e Política Rural. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a posterior reorganização dos partidos políticos, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que reuniu a maioria dos antigos arenistas.
Em novembro de 1982 tentou reeleger-se, retornando à lista de suplentes. Iniciada nova legislatura em 1983, assumiu o mandato na vaga aberta pela saída de Vílson Kleinübing, nomeado secretário de Agricultura de Santa Catarina no governo de Esperidião Amin (1983-1987). Na sessão que a Câmara dos Deputados realizou no dia 25 de abril de 1984, apoiou a emenda Dante de Oliveira, que restabelecia eleições diretas para presidente da República já em novembro daquele ano. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que se atingisse o quórum mínimo exigido e o projeto fosse encaminhado à apreciação do Senado Federal —, manteve-se a eleição indireta. Dentro do PDS surgiram vários postulantes à sucessão do presidente João Figueiredo (1979-1985), nenhum deles em condições de unir o partido. Após a convenção que indicou candidato Paulo Maluf em detrimento de Mário Andreazza, ocorreu uma cisão no partido, formando-se a chamada Frente Liberal. Evaldo Amaral alinhou-se aos dissidentes e, aos 15 de janeiro de 1985, reunido o Colégio Eleitoral, ajudou a derrotar Maluf e a eleger Tancredo Neves, candidato da Aliança Democrática, formada pelo PMDB e pela Frente Liberal. Contudo, hospitalizado para uma operação de urgência, Tancredo Neves não chegou a tomar posse e faleceu em 21 de abril de 1985. Substituiu-o José Sarney, vice-presidente, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.
Ainda em abril de 1985 Evaldo Amaral efetivou-se na Câmara dos Deputados. No exercício do mandato efetivo, foi membro das comissões de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia. Ao término da legislatura, em janeiro de 1987, sem disputar a reeleição, retirou-se da vida pública e dedicou-se a negócios particulares.
Casado com Teresinha Ribas Amaral, teve três filhos. Evaldo Amaral faleceu em 19 de julho de 2016, aos 92 anos em Florianópolis.


Texto do Historiador Walter Piazza e complementado por Luiz Alves. - Retirado da Internet

Um comentário:

  1. Só como lembretes, posso dizer, que foi gerente do Banco Inco por anos seguidos em Curitibanos, participante e presidente do Rotary Club de Curitibanos. Salvo engano, ele com Osny Schartz foram os incentivadores e criadores da primeira emissora de rádio local em AM, tanto que seu cunhado João de Oliveira era diretor, produtor e locutor da rádio...

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