Texto de Antonio Carlos Popinhaki
Victor Ferreira nasceu em 14 de setembro de 1903, em Lagoa Vermelha, no estado do Rio Grande do Sul. Foi o sexto filho do casal Osório Paulino Ferreira e Carolina Tomásia Alves. Aos seis anos de idade, ficou órfão de mãe e foi criado pelo pai, tendo sua infância marcada pelas lidas campeiras na fazenda do Imbú, onde se afeiçoou desde cedo à vida no campo.
Apesar de estudar apenas até o quarto ano primário, com professor particular, Victor desenvolveu uma personalidade forte e marcante, sendo reconhecido por sua integridade, serenidade, generosidade e caráter humanitário. Angariou amigos em todas as camadas sociais, tanto entre os mais humildes quanto entre os mais abastados.
Em 17 de abril de 1926, casou-se com Felicidade Pereira de Almeida (nascida em 23 de setembro de 1904, em São Paulo), transferindo a residência para Curitibanos, Santa Catarina. Dessa união, nasceram dois filhos que sobreviveram à infância: Maria de Lourdes e Edelvito Ferreira (este último, nascido em 27 de novembro de 1935, tornar-se-ia conhecido como “um pequeno grande homem”). O casal também teve outros dois filhos, João Batista e Elisa, que faleceram prematuramente.
Em Curitibanos, Victor dedicou-se às atividades agrícolas e, principalmente, à pecuária. Foi um dos primeiros comerciantes da cidade, contribuindo com suas ideias e opiniões para o desenvolvimento local, embora nunca tenha ocupado cargos públicos. Como tropeiro e pecuarista, era respeitado por todos, pautando sua conduta pela honestidade e retidão.
Homem de fé inabalável e convicto das tradições católicas, Victor foi acometido, a partir da década de 1960, por enfermidade cardíaca. Manteve-se sempre alegre e sem desesperar. Faleceu em 17 de julho de 1971, aos 68 anos, em Curitibanos, vítima de insuficiência cardíaca congestiva. Teve a graça de participar da Santa Missa e receber a Eucaristia momentos antes de sua morte. Foi sepultado no Cemitério Público de Curitibanos no dia seguinte, 18 de julho.
Seu filho Edelvito, na condição de declarante, registrou o óbito, afirmando que o casal não deixou bens a inventariar, pois havia realizado doação em vida.
Victor Ferreira deixou como legado o exemplo de esposo fiel, pai exemplar e cidadão íntegro, transmitindo a seus filhos o amor pelo trabalho, a honra e o caráter. Sua personalidade marcante permanece viva na memória de seus familiares, amigos e de toda a comunidade curitibanense.
Fonte para a produção do texto:
Acervo do Museu Histórico Antonio Granemann de Souza – Curitibanos, SC. Documentos biográficos e registros civis.
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